Balinese Dreams

•October 30, 2010 • 5 Comments

Uluwatu

Miya It was the last country of our world trip – Indonesia. I was really not interested in doing anything else other than yoga, get some sun, swim in the warm water and relax.  No more temples, no more sightseeing… Just chill out.  We went straight to Bali and stayed in these family run bungalows (Kembang Kunning) on the cliffs of Bingin Beach, close to Uluwatu.  The property was gorgeous, overlooking 3 surf breaks and with a green colored ocean below. They even had one of those infinity pools that allowed us to soak in the water and stare out to the sea.  The rooms were simple: mosquito net and cold water but it had all that we needed.  Our routine was perfect, I’d head to a 90 minute yoga class next door at the Temple Lodge and Paulo would go surf.  Then we’d meet back at our “home” and eat a fresh fruit salad and banana pancake, energized from our morning exercises.  I was quite moved by the spiritual dedication of the Balinese people.  Twice a day, the women would give an offering to the Gods comprised of handwoven palm frown baskets, rice, flowers, incense, etc…  From what I observed, they would sprinkle water and leave these baskets at the doorways of their homes and rooms and say a prayer.  In addition to this, we seemed to be witnessing a festival every other day!  Talk about a good life, less work and more celebrations.  We met tons of Aussies but ended up spending a good amount of our Bali time hanging out with a Portuguese couple from the Madeira Islands – Jota and Joana.  We rallied all together and took a boat trip over to the island of Nusa Lembongan.  Now this was the Indo I had pictured.  Small streets, lots of people on motor bikes, chill local restaurants, bath warm water, green tropical palms.  We had a wonderful beach front room, swam, snorkeled with colorful fish, and cruised the beach each night choosing a different restaurant to eat at.  The air was warm and they’d always play mellow reggae music.  We drank quite a bit of Bintang beer but how could you not.  The conditions were perfect.  One night, Paulo decided to take all of us to a secret restaurant.  Joana and I hung on tight behind the guys as they drove our motos through tiny dirt road streets.  After 30 minutes, we pulled up to this restaurant with an ocean front.  There were tall trees circling a pool with tables in the sand and hanging candles all around.  We could hear the crashing of the waves as we ordered our organic seafood dish – picking from a variety of fresh catches.  I ordered a delicious butter fish with a lemon, caper sauce.  The background music was a perfect lounge style vibe… What was also so impressive about Nusa was the extent of the seaweed farming by the local village people.  At high tide, there was no signs of the farming but when low tide came around the women and men would carry huge baskets of dried seaweed on their heads.  We had a wonderful 4 days in Nusa Lembongan but decided to head back and spend more time at the bungalows in Bingin.  One night we walked down the windy cliff path to the beach and ate an incredible fresh fish dinner.  We simply chose the fish we wanted to eat, straight from the cooler, then they weighed, grilled and served it to us with rice and green veggies, along with some yummy chili sauce.  Our feet were buried in the sand as we enjoyed this natural meal. Another evening, we decided to check out the fire dance ceremony at the Uluwatu temple.  It was quite a spiritual show.  I think after a few weeks of eating lots of fried rice and fried noodles, we were getting a bit sick of the same food so Paulo and I would often take advantage of the stop at McDonald’s.  Hey, what can I say, free Internet, air conditioning, clean bathrooms, familiar food, easy parking, security guard and a good solid ATM machine.  I was impressed with the amount of English spoken in Bali.  For our last few days in Indonesia, before flying home, we made our way to Ubud – a small but famous handicraft town, on the East side of the island.  We ate at a delicious organic restaurant overlooking rice patties as well as another amazing organic restaurant coupled with a hip yoga studio.  It was so interesting to shop in this town and discover incredible handmade wooden masks, cool jewelry and accessories made by international designers.  It was a charming town that we could have easily spent a few more days in.  All in all, our Balinese vacation was a wonderful wrap up to our world trip.  Paulo got some good waves, I got some great swim/yoga sessions and we had time to breath, and think about the next steps for our life.  And we flew back to California on Nov. 5th, with a depleted bank account, a year’s worth of stories and photos, a stronger marital relationship, a much bigger appreciation for life, a developed self-confidence and an excitement for what’s next.  World Trip Well Done!! Many thanks to everybody that followed the blog and dedicated time and energy to it. We hope that you got inspired to plan your trip, whatever version of it and enjoy it until the last day…

My Favorite Foods:

1 – Greek salad and fish @ Yeye’s Resturant

2 – Nachos and mahi mahi  tacos @ Sunset Grill Mexican Restaurant

3 – Butter Fish @ Scully’s in Nusa Lemongan

*****

Paulo – O destino final da nossa trip se aproximava… Um dos países no mundo que eu mais sonhava conhecer – Indonésia – com toda sua magia, mística e ondas perfeitas. É um verdadeiro perigo irmos pra lugares em que a expectativa é tão grande, que só uma trip perfeita conseguiria alcançar. Chegamos então em Bali, a ilha mais conhecida desse arquipélago e com certeza já até que muito mal explorada por turistas americanos e australianos principalmente. O começo foi totalmente diferente do que eu esperava. Como já era o fim da temporada de surf, imaginei que as pousadas estariam se esvaziando, os preços estariam mais baratos e o crowd bem mais relaxado. Não, nada e de jeito nenhum… Demoramos 3 dias p/ achar um hotel decente com vista p/ mar e preço não tão salgado. Não sei o que aconteceram com os bungalows de $5 dolares e de frente p/ o mar que tanto via nas revistas e filmes de surf. Na verdade eu sei o que aconteceu. Eu demorei muito tempo p/ ir surfar na Indonésia e com isso em mente, sabia que era hora de recuperar o tempo perdido. Ficamos no cliff (penhasco) de Bingin, em uma pousada bem simples com água fria, ventilador, cama, rede p/ mosquito e só. Exatamente tudo que a gente precisava nessa altura da trip. Em compensação, o terreno da pousada era muito show. Tinha uma área verde bem grande e aberta, com uma daquelas piscinas em que a água fica passando por cima da borda, na beira do penhasco e com um visual alucinante! A comida também era boa e ficamos bem a vontade. Pra surfar era só descer o penhasco por uma escadinha meio estreita e dava pra acessar Bingin e Impossibles. Acabei surfando mais a segunda onda que apesar de ser muito rápida, era boa demais e o crowd ficava mais espalhado por causa da sua extensão. Peguei um dia clássico em que as esquerdas estavam perfeitas com series de 1,5 metro, vinham gritando e cutback nem pensar… Era só acelerar e acelerar… Também surfei Balangan e Uluwatu, com a sua famosa caverna de acesso, fundo raso e bastante gente na água. Inclusive no dia do meu aniversário, fui presenteado com uma sessão de gala lá… Obrigado Netuno e os Deuses Balineses! Tirando a península de Bukit (área que contém todos esse lugares que escrevi no texto), fizemos uma viagem para Nusa Lembongan, uma ilha que fica à uma hora de Sanur, praia na costa leste de Bali. Lá ninguém anda de carro, só motos e a vibe do lugar pode ser comparada com a de Bali a um tempinho atrás… Bungalows baratinhos, rango bom nos tradicionais Warungs e altas ondas seguidas de massagem na frente da praia. Ficamos em frente de Shipwrecks, uma das melhores ondas da ilha, sabendo que seria um alívio surfar uma direita depois de tantas sessões de backside. O swell não colaborou muito, mas aproveitamos a beleza do lugar, os jantares baratos na beira da praia e com certeza fizemos a cabeça nas direitinhas que vieram. Outro fator impressionante por lá eram as plantações de alga. Com a maré cheia, não dava p/ ver nada, as algas eram totalmente cobertas pela água e quem chega nessa hora, nem imagina o que tem ali por baixo. Um dia acordei bem cedinho p/ tirar fotos e ver a tal da “plantação”. Fiquei de boca aberta ao ver um outro mundo ali, no fundo do mar, exposto com a maré baixa. “Fazendeiros” enchendo seus barquinhos de alga, atolados no coral, dando um duro até que a maré suba e cubra o reef, liberando o barco p/ voltar à praia. Aí é só descarregar a alga, secá-la e vender para virar comida e no caso dessa alga em específico, virar produtos de beleza. De algas e turismo sobrevive essa vila inteira… Ter alugado uma motinho também foi muito legal em Lembongan. Saímos pela ilha com sol ou com chuva atrás de praias secretas, restaurantes mais escondidos, templos e artesanatos, sempre observando o povo local e seu estilo de vida. O Balinês é o povo mais espiritual e dedicado que já conheci. Todas as manhãs, as mulheres colocam uma roupa especial e botam uma oferenda na porta de cada casa ou quarto de suas propriedades. Essa oferenda é feita de bambu, flores, bolachas, incenso e plantas e é molhada com uma água “benta” e colocada no chão. Isso acontece 3 vezes por dia… Todo santo dia… Eles também adoram festivais e comemorações. Várias vezes na mesma semana, tinha algum evento especial na cidade e todo mundo se vestia com trajes típicos, tocavam instrumentos e rezavam. Com certeza, é um povo que sabe dar valor à eventos sociais e espirituais e parecem entender que dinheiro não é tudo. Viver e fazer o bem deveria ser parte de toda e qualquer religião… Mudando de assunto, eu e a Miya até pensamos em conhecer Lombok e Sumbawa, outras ilhas da Indonésia menos exploradas, com menos infra-estrutura e menos turismo. Como não fomos preparados para enfrentar a malária, que tem presença forte nessas ilhas e sabendo que a Miya praticamente é um imã de mosquitos, preferimos ficar por Bali mesmo dessa vez. Nos últimos dias da viagem, quando o swell parecia ter ido embora de vez, dirigimos até Ubud, a cidade das artes, que é um paraíso para quem gosta de máscaras, esculturas e artesanatos Balineses. Compramos o que daria pra carregar no avião e nos preparamos para a partida. Foi uma mistura de emoções. Por um lado estávamos felizes de finalmente poder ir para casa descansar e por outro, tristes por estarmos finalizando essa tão sonhada, planejada e intensa viagem… Foi com certeza um dos melhores anos da minha vida. Quanto a Indonésia, não surfei as ondas que esperava, não conheci tantos lugares e ilhas como pensei e não interagi com a cultura local como gostaria, mas isso tudo faz parte. Prefiro encarar isso pelo lado positivo – Ainda sobraram muitas coisas para serem feitas por lá e pelo mundo, que com certeza voltaremos para finalizar. Essa trip foi só o começo, serviu para dar água na boca… Muito obrigado a todos que seguiram o blog pelo tempo e energia gastos. Espero que a nossa viagem tenha inspirado vcs a criarem alguma, seja ela de um fim de semana ou de vários anos, qualquer que seja lugar… Terima Kasih!

Lines

Line up Impossibles

Dreamland

Images from the cliff

Ulu

Uluwatu morning sesh

Pool

Our infinity pool in Bingin – the best views

Ulu cutback

Uluwatu 2

Firedance

Fire dance at the Uluwatu temple – impressive

Monkey

The guardians of the temple

Dancer and stone

Indonesia is a country of mystical faces

Beach

Dreamland

Casal 20

2 smiles – stoked on the end of our trip

Fresh fish

Eating fresh fish with good friends from the Madeira Islands – Jota and Joana

Cliff moments

Wrecks

Shipwrecks stayed small but showed some perfection

Purinusa

Purinusa – our headquarters in Lembongan

Seaweed

Seaweed farmers bringing home the bacon

Moto

The official transportation of the islands

Locals

We even found a villager wearing a Brazil shirt

Boatman

Sunset in paradise

Lembongan images

Images of Indo

Sunset

And the trip is over… We’ll be back to Bali for sure…

Kyoto – Zen

•October 10, 2010 • 2 Comments

Miya – The other chunk of our Japan time was spent traveling to Kyoto where we had a chance to ride the famous (and expensive) “Shinkansen” bullet train.  Kyoto is also known for having the most concentrated number of temples in all of the country, so we ended up visiting about 10 temples that ranged from red arched shrines, shining golden buildings, carefully manicured zen gardens, to green koi filled ponds.  One day, during sunset, we stumbled across this one complex of temples where we walked through and had such an incredible sense of peace, while watching a Buddhist monk striking a huge metal gong.  Spending time in Kyoto gave me a real understanding about Zen Buddhism as well as what Japan was like back in the days.  We chose to spend one of our nights at a traditional Ryokan (Japanese guesthouse) where we had a little living room with a low dinner table and a second room with futons on a tatami mat.  We had a beautiful view to the outdoor Japanese garden.  It was fantastic to have the authentic Japanese breakfast served to us by the family that owned the Ryokan.  Paulo and I ate miso soup, cucumber salad, rice, fried egg, salmon and green tea.  Quite different from bacon, eggs and toast right? I recommend that anyone who goes to Japan stays in a traditional guesthouse like that! Some of the other nights, we ended up having to stay in the neighboring town of Osaka and do day trips to Kyoto because all the hotels were booked due to a Japanese national holiday.  So we stayed in this great hotel, a block from the subway, with a Japanese bathhouse as well. The room was so small, that the bed was right up against the desk and the bathroom was literally the size of something you’d find in a traveling bus. But we saw it as another cultural experience and named it “The Capsule Hotel.”  And as you can see, I could write and write about Japan, because I really loved it that much. Can’t wait to go back!

*****

Paulo – Após uma semana em ritmo acelerado na capital do Japão, eu e a Miya tínhamos que decidir qual seria o próximo destino. Eu queria ir para o litoral surfar e a Miya queria visitar Kyoto, lugar conhecido pelos templos e por ser a cidade das “gueixas”, onde supostamente elas ainda andam vestidas com roupas típicas pelos bairros mais tradicionais da cidade. Como o surf no Japão é totalmente dependente dos ciclones, fiquei atento na previsão do surf e do tempo, conferindo quase todos os dias… E não vinha nada… Flat geral! Então ficou fácil decidir. Arrumamos as malas e zarpamos para Kyoto, à algumas horas ao Sul Tokyo. A cidade era bem legal, relativamente pequena (ou pelo menos a área de turismo e dos templos) e fácil de se ir de um lugar para o outro. A gente fazia tudo de ônibus e mais uma vez tivemos que usar e abusar do nosso livro de frases em japonês. Também chegamos a conclusão que é difícil ver japoneses acima de peso (tirando os lutadores de sumô) porque todo mundo anda muito, a cultura valoriza muito a saúde e um ritmo de vida ativo. Sabedoria oriental ou apenas bom senso? Mais uma vez chegamos na cidade e adivinha: Feriado nacional… Não tínhamos reservado hotel e quem disse que havia vaga. Tentamos procurar em todos tipos de hotel, dos mais baratos até os mais caros, mochileiros e pousadas. A resposta era a mesma, um “desculpa, tá tudo cheio” seguido de uma risada que até nos desanimava de continuar procurando. Decidimos então pegar o trem e dormirmos na cidade vizinha e metrópole Osaka e foi lá que achamos o que apelidamos de “Hotel Cápsula”. O quarto era tão pequeno que só cabia uma cama de casal, mesinha para computador, umas 2 ou 3 malas e só! Tudo bem juntinho e apertado. Alongamento dentro do quarto, nem pensar… O banheiro, apesar de muito limpo e bem planejado, parecia banheiro de ônibus. Na verdade a nossa “cápsula” era muito confortável e ficamos bem instalados, tomando o trem todos os dias para Kyoto e voltando à noite. Os templos lá eram realmente impressionantes, os jardins japoneses eram bem o que eu imaginava, com os lagos cheios de carpas, árvores tipicas, jardins de pedras e muita paz no ar. A maioria deles era Zen Budista, uma filosofia interessante que nos deixou com vontade de estudar mais sobre o assunto. Na cidade também era fácil ver as mulheres japonesas vestidas com kimonos típicos, aquelas sandálias de madeira e o cabelo preso para cima. Mas gueixas mesmo, vimos uma só passando correndo e com pressa de chegar em algum lugar. Na última noite, conseguimos uma vaga em um Ryokan, uma pousada tradicional, onde a família transforma sua casa em um hotel e trata os hóspedes como se eles estivessem ficando na sua própria casa. O nosso quarto tinha 2 ambientes, um com tatame no chão e apenas um acolchoado que servia de cama e o outro era uma salinha com uma mesa baixa, 2 encostos e uma televisão pequena. Também tinha umas portas tipo biombo que abriam para um jardim. A surpresa foi quando pedimos um café da manhã tipico para o dia seguinte. Acordamos às 7:30 e a dona estava na porta para servir o café com uma bandeja gigante. Sentamos na mesa e abrimos os pratos – Sopa misoshiro, salmão, ovo frito, salada de algas e pepino e um prato de arroz. Pergunta número 1: Será que ela entendeu que era café da manhã mesmo? Resposta: Sim. Pergunta número 2: Como vou comer ovo frito com palitinho?? Resposta: Se vira! E assim foi a trip do Japão, uma mistura de muitas surpresas, confusão, novos aprendizados e cada vez mais respeito por culturas e povos antigos que tem muito pra nos ensinar…

Bridge

Postcard moment in Kyoto

Lion

Lions and temples

Ryokan 2

The Ryokan

Images

Scenes of a traditional japanese guesthouse

Ryokan

Enjoying the moment

kimono - symbol

Miya and the Buddhist symbol

Eating breakfast with chopsticks

Detail

The land of the rising Sun

The natural juices sold on train stations were really good

Pattern

Colors of Japan

School is out – the famous Shinkansen, the bullet-train

Japanese gardens and temples

Dark

Silhouettes

Madness in Tokyo

•October 5, 2010 • 1 Comment

Shibuya

Miya – I loved Japan! It’s one of the three top countries on my list.  My intrigue with Japanese ways and culture dates back to when I was a little.  As a kid, we would visit relatives in Hawaii (where the Japanese influence is huge) and my aunt would shower me with all kinds of Hello Kitty (Sanrio) paraphernalia.  In Boston, my mom would take me to the Children’s museum to attend a Tea Ceremony in a traditional Japanese house.  Growing older, I tended to identify with the detail, precision and organizational aspects of the culture and even my name “Miya” is Japanese.  So as you can imagine, there were high expectations for our trip to this Asian country. Hmm, where to begin…  Delicious, incredible food… Yummy! We ate tasty ramen noodles, fresh cucumber salad with shaved pieces of marinated garlic, scrumptious pizza on warm chewy dough, deep fried tofu, real Kobe beef, calamari dumplings (street food), sushi rolls from 7-Eleven. I promise, they were good with flavorful Hokkaido cheese, grilled shitake mushrooms, etc…  Brazil and Japan are the winners for the BEST food in the world, hands down.  However my most favorite dinner was at a place called Maguro Bito, a Kaiten sushi restaurant with a line out the door!  These conveyor belt sushi joints are really popular.  This night, Paulo and I gulped down cold mugs of Kirin beer on tap and ate amazing sushi, plate after plate.  The fish would literally melt in my mouth.  The sushi chefs would be yelling out greetings as people entered or exited the restaurant. We ended up sitting next to 2 older Japanese women daintily sipping on a few bottles of Sake.  They were so cute and friendly despite the language barrier and they ended up sharing a few of their appetizers with us.  It was a wonderful, spontaneous local experience.  We spent a number of days in Tokyo, which was everything that I imagined and more.  We got this adorable apartment hotel in the Shinjuku neighborhood, where we were able to visit the local grocery store and cook some of our own meals.  It had fast Internet, cable TV and really clean bathrooms (even a heated toilet seat.)  One day we explored the famous Akibahara (Electronic district) which was filled with flashing lights and people at the store fronts calling out discount specials.  But the most unique factor was the large Anime/gaming influence of the area.  As we walked the main street we discovered one of those game arcades where you can put money in and try to grab a toy with the metal claws.  Well, after dropping a few Yens we finally won the little anime plastic doll.  It was like being a kid again, although in Japan, you’d see many adults in business suits playing as well!  And there were these “maid cafes” where the waitresses would dress in anime character costumes and entertain the businessmen while drinking coffee – nothing x-rated though.  The goal was to act out parts of this gaming/fantasy world and make it come alive for the customer.  In our time spent in Tokyo, here are some unique observations that made this city different from any other: Tons of businessmen dressed alike, out till late eating and drinking and many even stumbling back to the subway; Girls dressed in super short skirts and stockings during the day (outfits that many American girls use only for naughty Halloween parties); Vending machines that served hot food; A sense of personal safety in the streets with everything being ruled and orderly; An incredible array of tasty food options in the department stores and subway/train stations; Chefs yelling loudly to greet you when you enter a restaurant; Squatting toilets.  It was striking to notice that Japan is a first world country, yet the culture is SO different in so many ways.  We wrapped up our final night in Japan by checking out a very cool, underground restaurant lounge in the “happening” neighborhood of Shibuya.  We headed down the stairs to then be greeted by a guy in the doorway – “Welcome” – and he asked for our shoes.  It was a gamble because we weren’t able to see inside to make sure there were people there or that the place was even good.  But, the minute we stepped inside, we both said “Perfect!”  The floor and part of the walls were covered in a fuzzy red material and the tables were low, with lots of other couples lounging.  The bar was vibrant, the lighting was soft and there was fantastic ambient music playing.  The pasta was amazing as well…  Before that, we also managed to leave the capital for a few days and visit Hakone, a quaint mountainous town with wonderful natural hot springs, only 1 hour away.  We had to follow a special process of rinsing before entering the pools. Normally people with tattoos are not allowed, however they made an exception for Paulo.  There is quite a negative stigma toward tattoos in Japan due to the association with the mafia.  Nonetheless, we both enjoyed an unique, cultural and traditional experience in the land of the rising sun!

*****

Paulo – Minha experiência em Tokyo se resume a uma só palavra: Loucura! De todas as cidades grandes que visitei durante o ano, essa foi com certeza a mais fascinante. Apesar de ser a capital de um país de primeiro mundo, as diferenças culturais são tão grandes que é difícil até entender o que está acontecendo. Pra começar, o idioma é uma grande barreira de comunicação. Os japoneses não falam tanto inglês como eu esperava… Acho que por serem de um país com uma história tão antiga e de extrema importância no cenário mundial, eles não estão preocupados em aprender outra língua ou adaptarem os letreiros, sinais ou menus para turistas. Eu e a Miya compramos um livrinho desses de frases úteis e para minha surpresa, até que mandei bem no japonês – Arigatô Gozaimasu, oishikatta desu, sumimasen e por ai vai! Bom, armados com o nosso livrinho e um passe de metrô, saímos de rolê pela cidade, visitando o distrito eletrônico (Akibahara), o bairro dos personagens de manga/anime (Harajuku), a área da night (Kabukicho), alguns templos e vários restaurantes! A comida dificilmente era ruim… Sushi, sashimi, ramen noodles, tempura e frituras para tudo quanto é lado! Como eu costumo dizer, era o paraíso dos gordinhos… hehehe Outro fato que me chamou a atenção foi a quantidade de mulheres bonitas pelas ruas. Não é novidade nenhuma que eu gosto de um olho puxado mas mesmo assim não esperava ver nem metade do que vi. Além de serem bonitas, as japonesas usam roupas muito curtas e provocativas, e que no Brasil ou Estado Unidos seriam, vamos dizer assim, “mal-interpretadas”. Bom, depois de alguns puxões de orelha da Miya, me acostumei com o estilo delas e as roupas até que se tornaram normais… Além de Tokyo, agarramos o trem-bala e visitamos Hakone, uma belíssima cidade de águas termais (que fica a uma hora de distância) e curtimos o tradicional banho japonês, onde você tem que se lavar antes de entrar na água. E quando eu digo se lavar, não é aquela duchinha básica que a gente toma antes de entrar na piscina. Tem que tomar um banho completo mesmo, com sabonete, shampoo e tudo… Senão, é considerado uma falta de respeito enorme. E eu que quase não pude entrar nas termas por causa das minhas tatuagens, não podia dar mole… Aliás, vale a pena dizer que o Japão foi o único lugar do mundo até agora que eu me senti mal de ter tattoos. Eram olhares feios no metrô, nas ruas e até em alguns hotéis. Acho que para as pessoas mais velhas, as tatuagens tem uma conotação negativa e são associadas com a máfia Yakuza, coisa que dá até pra entender… Mas a nova geração está mudando essa história, também rabiscando a pele sem fazer parte da máfia. Outro fato negativo foi observar que existe uma espécie de preconceito com relação à estrangeiros. Fomos vetados em algumas baladas escutando diretamente do segurança: “Sorry, japanese only!” Bom, deixa pra lá, afinal a maioria do povo foi muito receptivo e nos tratou muito bem, dando risada no meu japonês “avançado” e se esforçando ao máximo para nos explicar as tradições e nos ensinar algumas coisas sobre seu país. Em umas das nossas últimas noites na city, fizemos uma balada daquelas, quebrando o recorde de São Paulo e voltando para casa às 11 da manhã! Começamos em uma lounge, depois um club com música ao vivo e DJs, seguindo com um jogo de bilhar com um casal que conhecemos e depois acabando num sushi bar tomando cerveja de manhã… Não preciso nem falar que o dia seguinte nem existiu, ainda bem que não é toda semana que a gente faz uma dessas. Mudando de assunto, não fiquei tão impressionado com a tecnologia de Tokyo e do Japão em geral. Tirando as privadas, que tem controle remoto, controle de temperatura e outras funções mais, tudo me pareceu bem normal comparado com os States. A única coisa que não foi uma surpresa total, foram os preços absurdamente caros que já esperávamos. Por exemplo, pegar um táxi do aeroporto p/ o centro da cidade custava apenas 300 dólares!! Sem chances… Com pranchas e malas na mão, encaramos os metrôs e trens lotados assim como uma bela caminhada até o hotel. Com certeza o Japão é um dos países que queremos voltar e explorar mais, ainda mais agora que já sabemos o básico sobre a cultura, tradições e comportamento desse povo muito interessante, humilde e inteligente. Quem sabe na próxima, estarei dominando o idioma e com a Miya do lado, até passaremos por locais! Sayonara Nippon!

Signs

If you’re hungry you better learn some Japanese characters…

Colors of Japan

Colors of Japan

Bride and Cups

A bride posing for photos – Cups used on a cleansing ritual before entering the temple

Kaiten sushi

Maguro Bito – The funnest meal we’ve had in Tokyo

Anime

Miya was a kid again! It was awesome to see it

Octopus

Delicious street foods

Japan images

Japan is all about style and details

City Lights

Tokyo’s lights are on 24/7

Miya's twin

We even found Miya a twin sister

Insomnia

Insomnia Lounge – The beginning of a long, fun night in town!

Night temple

Of course, we had to check out some tourist attractions

Girls

Tokyo girls were always smiling and ready to pose

Vietnam – Red Flags and Yellow Stars

•September 30, 2010 • 2 Comments

Alley

Miya – I managed to make it through 15 countries without getting sick but clearly the Gods were not going to let me get away with finishing my trip before allowing me to experience the flu. And the chosen country was Vietnam.  It is SO easy to take your health for granted when everything is good.  But the minute your health is compromised, all you wish for is to be normal again.  I got a massive flu accompanied by body aches, congestion and a 103 degree temperature! I wanted to do nothing else than lay down in bed.  We were staying in Hanoi, one of the biggest cities in Vietnam, however I spent the majority of my time in the hotel room.  But when we did get out I was able to experience the unique, old culture qualities of this 1000 year old city.  Crossing the streets was literally a crazy experience. You had to walk into incoming traffic.  We mimicked the locals and would wave our hands up in the air to communicate “hey, we are here, don’t run us over”! It was a sea of motorcycles around every corner.  When there was bumper to bumper traffic in the road, the motos would then drive on the sidewalks.  So, as you can imagine, there really was nowhere 100% safe for the pedestrians to walk.  It was by far the craziest traffic and concentration of motos I had ever seen in my life.  The historical district of Hanoi had a real traditional charm to it.  Nothing was really modern.  The small streets would hang numerous red and yellow star flags, women would wear in those typical V-shaped woven hats, crowds would squat or sit on little plastic stools eating noodle soup or fried fish and locals would sell every imitation brand clothing or handbag possible.  Even though I had a fever, I threw down some medicine to mask the symptoms in order to have enough energy to go on our scheduled 2 day – 1 night cruise to Halong Bay.  Wow, it was amazing like the pictures. Halong is a grouping of tall, green islands that you can sail through just a few hours from Hanoi.  We scored beautiful blue skies and sunny weather.  Our little boat cabin was tiny but comfy.  The food they served us was a yummy Asian 6-course meal and the activities ranged from swimming to kayaking through some small caves.  Aside from the spectacular views from the boat’s upper deck, one of the highlights of the trip was Paulo and I singing Karaoke together.  At first, we were shy to warm up, but by the end we were glued to the mic, singing quite a few Bob Marley songs. Although we only got to see a small part of the northern Vietnam, we were drawn to go back and explore more of this unique culture full of tradition.

My Favorite Foods:

1 – Tofu and rice with Green Beans @ Thai Restaurant

*****

Paulo – Um dos lugares principais que a gente queria conhecer no Vietnã era a famosa Halong Bay, uma baía gigante que tem centenas daquelas pedras/ilhas bem altas, saindo diretamente da água. Tinha visto algumas fotos e pra falar a verdade não estava muito animado pra conhecer. Principalmente depois de ter lido em vários lugares que a cidade que tinha perto da tal baía era bem ruim e que muitos dos barcos que levam você lá, acabam sendo roubada, ou seja, preço caro, barco velho, super lotado, comida ruim e às vezes até perigoso. Também tínhamos ouvido falar que o povo em geral não era dos mais “simpáticos” e eram bem agressivos na hora de tentar vender alguma coisa. Decidimos então nos encostar por alguns dias em Hanoi, uma das principais cidades do Vietnã, e dali com calma planejar a trip para a baía. Chegamos lá e descobrimos que faltavam 12 dias para o aniversário de 1.000 anos da cidade. Mais um festival ou feriado na nossa coleção de coincidências… As ruas estavam todas decoradas com bandeiras do país, todo mundo usando camisetas comemorativas e vermelho pra tudo que é lado! Estava todo mundo já em ritmo de festa e as comemorações devagar iam aumentando. Uma coisa que notamos no primeiro minuto, foi a quantidade de motocicletas que tinha nas ruas. Impressionante! Para atravessar, não existia esperar o farol fechar ou os carros pararem de vir. Você tem que ir passo a passo, desviando das motos, tipo a galinha que atravessa a rua no jogo do videogame… Também dava pra sentir um pouco do controle do regime comunista. Várias paginas da internet não abriam, eram bloqueadas, incluindo o facebook. Censura dessas no ano 2010? Bom, com isso tudo e muito mais, não sei como mas Hanoi e Vietnã no geral me impressionaram de uma forma positiva. As ruas estavam sempre lotadas. A cultura de se comer na rua é muito forte por lá. São várias opções locais, barraquinhas, vendedores, bares, peixe frito, cerveja, sopa e tudo sempre cheio. Eles botam umas mesinhas bem pequenas na calçada, tipo aquelas para criança e desde a molecada mais nova até o pessoal bem velho sentavam para comer. Eram ruas e becos cheios de gente, comida, motocicletas e muita energia. O único inconveniente foi que na maioria do tempo que ficamos lá eu e a Miya não estávamos nos sentindo bem… Não sei se era o cansaço da viagem, estomago, poluição, as comidas do Cambodia ou todas as respostas anteriores combinadas… De qualquer maneira, organizamos nossa viagem para Halong Bay, conhecemos um pouco das ruas de Hanoi, visitamos o Teatro de Marionetes de Água (um espetáculo bem tradicional de lá) e descansamos bastante. Partimos então para a baía, por dois dias, ficando uma noite em alto mar. O barco que escolhemos acabou sendo nota 10! A comida era muito boa e servida, o visual era demais, fizemos uma remada de caiaque no fimzinho do dia voltando p/ barco no escuro e até acabamos “inaugurando” o karaokê que tinha a bordo. Ainda bem que não tinha ninguém por perto p/ escutar e muito menos registrar a cena. hehehe Dormimos bem na cabine minúscula do barco e acordamos olhando para um visual que não estava nada mal! Resumindo, valeu muito a pena ter ido para o Vietnã, conhecido umas das cidades mais loucas que já estive, ter dormido em um barco dentro de um patrimônio tombado pela UNESCO e principalmente, o melhor de tudo: Ter me surpreendido com o povo que nos recebeu muito bem e ter curtido muito um lugar do qual eu não esperava nada… Cada vez me convenço mais que a opinião dos outros é a opinião dos outros. Escute a de todos mas crie a sua.

Streets

The streets of Hanoi were pure madness

Colors

Faces of Hanoi

Police

The police and the driver during the city’s 1,000 year celebration

Wheels

Wheels

Rice fields

The famous Vietcong hats were everywhere

Halong Bay

The stunning Halong Bay – Nature at its best

The bay

Views of the Bay

Convenience Store

Convenience store – Vietnam style

Water and flag

Waterworld

Casal Dias

Chilling at the deck of our boat

Kayak

Sunset kayaking

Holiday in Cambodia

•September 27, 2010 • 1 Comment

Beng Melea

Miya – By the time we got to Cambodia, we had done a lot of jumping around hotels and cities so we were ready to choose one place and stay there the whole time. The funniest thing of all was that we would criticize other travelers when they were picked up at the airport by drivers holding signs with their names on them.  However this time, we were those people!  Hey, it was SO worth it.  We avoided fighting the swarms of taxi guys hounding us for our business.  We walked straight up to the printed sign “Paulo Dias” and said to each other “Ahhh, how nice and easy”. So we settled in Siem Reap for a week, in a fantastic family run hotel with free breakfast, cable TV, air conditioning, hot water, internet and free tuk-tuk rides (all for only $15/day)!  Mr. Meng, the owner and manager along with his family/staff were extremely friendly and helpful while speaking incredible English.  In order to provide security for the hotel, some of them would setup a tent in the reception area and sleep there all night.  I had never seen that before!  Regarding sightseeing, we couldn’t pass up the famous temples of Angkor Wat, however my favorite was another temple called Ta Phrom, the jungle temple, with lots of overgrown greenery/roots and fallen rocks  (It’s the one where they filmed the movie Tomb Raider). But I must say, there is only a certain amount of temple sightseeing before you tire out.  The other days we got wonderful massages – 1 hour for $5, ate yummy inexpensive food in the popping downtown area (Pub Street – jammed with stylish restaurants featuring cuisines from all over the world), drank 50 cent beers and cruised the night market – yes another night market…  One very memorable day, was when we hired a tuk-tuk driver to take us to another jungle temple, 2 hours out of Siem Reap.  We passed through the rural countryside of Cambodia and saw beautiful rice fields, village life and even men carrying 3 dead pigs on their motorbikes.  We ended up buying some notebooks and pencils and handed them out to groups of village kids we spotted on our drive.  They were all SO thankful when they received their new gift.  It was a very small thing but gave me such a sense of happiness. On the flip side, there were some not-so-happy things about Cambodia.  The poverty is SO prominent that people are constantly trying to sell you something – kids begging for milk (sometimes even part of a “buy-back” scam), selling books, men every few feet yelling “Tuk-tuk  you need a ride?”, women offering massage on every corner.  It’s like everyone is desperate to find a way to make a dollar.  “Hey Lady, you buy something? Lady?” I felt such a sense of compassion and a strong desire to want to help everyone.  But how many bracelets can you really buy or how many tuk-tuk rides do you need?  Also, you would see many young and old people limping around with missing limbs and you’d soon realize, wow, this was from the hidden land mines.  And then you learn that out in the countryside, there are STILL landmines buried, however the country doesn’t have enough money to go dig them out.  One more bad thing was the Khmer Rouge massacre that only happened about 35 years ago, all to innocent people in Cambodia… It was also hard to see women wearing winter clothes (I am talking socks, beanies, sweaters, etc) in the 95 degree heat, all to avoid getting tanned.  It was explained to me that the whiter the woman, the more desirable she is for marriage.  Whiter meant you had money and didn’t need to be in the field working. Despite all the sad parts of this country, the Cambodian people seemed hopeful, friendly and kind at heart.  I left there feeling inspired to find a way to really “give back” to the Cambodian community.

My Favorite Foods:

1 – Morning Glory Green veggies with rice @ Khmer Kitchen

2- Spring Rolls – soft and chewy @ Khmer Kitchen

*****

Paulo – Faz muito tempo que já conheço a famosa musica do Dead Kennedys – “Holiday in Cambodia”, mas nunca achei que realmente iria seguir a letra e visitar o país… Como não tínhamos muito tempo por lá e já estávamos cansados de mudar de hotel pra hotel, resolvemos ficar a semana toda em Siem Reap, uma cidade pequena e que serve de base para os turistas que querem explorar os templos de Angkor Wat. Nessas alturas da viagem, já sabíamos a formula que vinha pela frente: Cidade turística = muitos turistas = $$$$$ = encheção de saco de vendedores, ambulantes, taxistas, etc = sossego zero. Mas o que não esperávamos era o numero de crianças e pessoas em geral pedindo esmola, vários sem algum braço ou perna (provavelmente perdidos nos campos minados ainda espalhados no país) ou seja, uma pobreza triste de se ver… E essa não foi a única semelhança com o nosso país. Assim como o Brasil, apesar de ter tantas dificuldades, o povo também é muito alegre, receptivo e está sempre dando risada. Dava vontade de ajudar todo mundo, mas não tinha como… A gente fez o que deu. Ajudava quando podia e até comprava o que não precisava, só pra contribuir. Bom, o nosso hotel em Siem Reap foi com certeza o melhor custo-beneficio de toda a viagem. Por apenas $15 dólares por dia, eu e a Miya tínhamos um quartinho completo, com TV, ar-condicionado, café da manha incluído, translado do aeroporto, carona pro centro da cidade e algumas cositas mais. Fiquei até com vergonha de pedir aquele desconto básico que sempre peço nos hotéis… Também aproveitamos as massagens baratas na cidade ($5 dólares por hora), exploramos o centrinho e provamos as comidas típicas. Aliás, falando em comida, aqui vai um alerta: Sabe aqueles programas de TV, onde o apresentador acha uma barraquinha de rua com a melhor comida da cidade e um preço quase de graça? Isso não existe!! Na verdade, você estará se arriscando em comer num restaurante (barraca) sem higiene nenhuma, com uma comida de vai-saber-quando, e ainda pagando o dobro do que os locais. A gente até que achou uns bons mas na maioria das vezes era roubada… Em uma delas, passei mal no dia seguinte e durou muito tempo. Fiquei algumas semanas fraco, com pouca energia, me sentido esquisito. O estômago mudou, tava estranho… Só depois de alguns remédios e consultórios médicos, estava pronto pra mais uma, só que dessa vez, pensando duas vezes na hora de escolher o lugar pra comer… Faltou falar dos templos, que aliás são os motivos principais pela qual as pessoas visitam o Cambodia. São complexos gigantescos, construídos durante o império dos Reis Khmer e espalhados por toda a região. O mais legal de todos, na nossa opinião, foi o Ta Prohm, um templo “abandonado” no meio da selva, onde as árvores e vegetação cobrem parte das ruínas, causando um visual impressionante. A arquitetura, esculturas, construções e desenhos também chamavam muita atenção por seus detalhes e as historias contadas pelo nosso guia, nos faziam imaginar como era a vida naquela época. Em outro dia, agarramos um tuk-tuk e fomos visitar Beng Melea, um templo mais afastado que fica a duas horas de Siem Reap. O caminho foi mais interessante do que o templo em si. Passamos por vilarejos, plantações de arroz, estradas de terra e na volta ainda paramos para distribuir uns cadernos e lápis que compramos de uma mulher na rua. Moral da história: Esse ano, eu e a Miya conhecemos lugares maravilhosos, culturas diferentes, passamos experiências únicas, visitamos ilhas desertas, praias de sonho e ainda surfei ondas perfeitas… Mas ver a alegria dessas crianças pobres, quando elas receberam um lápis e um caderno que em muitos países poderia até estar no lixo, foi um dos momentos mais especiais da trip. Espero que a gente possa sentir isso mais vezes. Estou vivo, obrigado meu Deus!! E ajude esse país a superar seu passado turbulento…

Entrance

Images of Angkor Wat

Bayon

Bayon – The coolest Buddha heads

Images

Growing trees – A very focused young monk

Angkor Wat

Can’t help but think “Indiana Jones”

Miya

The green window – details

Detalhes

Corridor – the same green window

Flames

Need an incense? Ask her…

Water Buffalo

Life in the countryside – rice fields

Moto

Southeast Asian motorcycles can carry it all, believe me

 

Si Phan Don Islands – Away from it all

•September 18, 2010 • Leave a Comment

Rice Fields

Miya – We chose to slow down the pace a bit and head for the Si Phan Don islands – a set of 4,000 islands located in the southern part of Laos – in the Mekong River.  The best way to get there was to take the Sawtheeong to the dock, which is basically a pick up truck with 3 rows of benches positioned in back, really popular in Asia.  Woa, what an experience!  We were squished knee to knee in the back with 20 people, a bag full of fish and a woman breast-feeding for 3+ hours, sweating like crazy.  In route, the driver pulled into a little town for a quick stop and within seconds there were 10 women swarming the car, yelling out “Chicken! Rice! Water! Crickets! Fried Banana!” in their native language, of course.  I looked to my left and inches from my face, there was a long skewer of crispy crickets and too my right, bags of sticky rice and BBQ’d chicken on a stick.  At first everyone in the truck seemed a bit timid and uninterested in buying anything.  But then I looked at Paulo, we exchanged a smile and I got into the spirit and bought a bag of sticky rice.  I simply chose to forget about how dirty my hands where and just did it like the locals, eating with my fingers.  Next thing we knew, others were making purchases too, munching on corn, chicken, fruit, etc… We finally made it to our stop however we had to get to the dock by trekking down a dirt road with our heavy rolling bags.  Our bags had been great thus far, however we were quickly reminded how rolling bags don’t work when the roads are gravel. So we had to carry them – yikes – in the heat! This was when the backpackers where laughing at us.  After a ride in a wobbly little wooden boat, we made it to the island and found ourselves a nice river front bungalow.  What was fascinating about this island was the pure village life we were able to observe.  One day Paulo and I rented bikes and ventured to the adjacent island crossing through rice fields.  It was amazing to see such simple life.  There were little huts in the middle of the fields where the workers would sleep, and they had nothing more than a hat, sarong, pair of flip-flops and one light to illuminate it.  We stayed in the islands for a week and didn’t do much other than take afternoon naps, sit on our deck or stroll around.  I enjoyed seeing a different lifestyle but after that week, we were ready for some more movement – I felt I had a good sense of village life.

*****

Paulo – Si Phan Don, que na língua local significa “4.000 ilhas”, é um arquipélago de rio que visitamos no Sul do Laos. Com certeza foi o lugar mais remoto e difícil de se chegar da viagem inteira. Após um avião, um táxi, um ônibus e depois um barco, chegamos ao nosso destino… Um lugar que não tem carros, apenas motos e bicicletas, com pouquíssimos restaurantes e vários bungalows na frente do rio por um preço muito barato. O Laos é um país conhecido pela calma de seus habitantes… Tipo alguns lugares do Norte do Brasil, em que tudo é feito devagar, sem pressa, no seu próprio tempo. Um dos dias, eu e a Miya alugamos uma bicicleta e demos a volta na ilha, passando por uma cachoeira, algumas vilas, muitas plantações de arroz e vários visuais interessantes. O nosso bungalow era na frente do Rio Mekong e tinha uma varandinha p/ deitar e assistir o rio passando… Só relax! Uma das partes mais engraçadas foi no caminho. Enquanto a gente se espremia com 20 outras pessoas atras do ônibus, que na verdade era uma caminhonete com bancos fixados na caçamba, o motorista parou na frente de uma das cidadezinhas. As vendedoras de rua, com aquele chapéu vietcong, correram pra cima do nosso carro gritando e oferecendo seus produtos pra todo mundo, no desespero de vender alguma coisa para alguém. Quando olhei para a Miya, sentada na minha frente, ela estava meio congelada com um espetinho de grilos fritos do lado esquerdo e um espetinho de frango no direito… Se ela se mexesse, esfregaria a cara na comida das vendedoras… Foi até engraçado, demos muita risada depois. Bom, acabamos comprando um sticky rice (aquele arroz que já vem grudado p/ comer com a mão), um refri p/ ajudar a mulher e quando vimos o ônibus inteiro comprando e comendo varias coisas. Lá dentro tinha de tudo, saco de água com peixes dentro, caixotes, várias malas e até uma galinha amarrada no teto (dentro de uma jaula é claro). Chegar no pico já é metade da aventura… E depois que chegou, esquece de internet, TV, notícias e preocupações. Abrace o ritmo do local e vai devagar… Quase parando…

Local kids and buffalo

Local kids back from a fishing session – Water buffaloes were everywhere

Bungalow

This was our river front bungalow. Not a bad view…

Luang Prabang – Temples, monks and remote villages

•September 11, 2010 • 2 Comments

Monks

Miya – Each country is certainly different…  We arrived in Laos with the assumption that there would be an ATM or money exchange place at Luang Prabang, after all, it is an international airport. Surprise! The ATM wasn’t working and the money exchange booth was closed due to a Boat Racing holiday.  So the immigration officer sent us and our passports with a taxi driver to the ATM in town to be able to pay for our entrance visas.  Then the taxi driver would release our passports and bring the money back to the immigration officer.  Funny right? That would never fly in the States…  Well, we loved our little, quaint bed and breakfast, which was in the center of town – a block from the river and a block from the main street full of restaurants.  We always manage to arrive in town during a holiday or festival and this time, it was the big Boat Racing day.  It was quite a festivity with Karaoke, music, games and crowds of people drinking beer, dressed in colored t-shirts cheering for their boat team of choice.  It was such a culture shock as I observed people eating meat off a stick and then literally spitting bits and pieces of the bad parts onto the ground as if it were nothing.  It was hard to spot a trash can!  But that aside, it was great to watch this local event hours after our arrival in town.  Luang was very manageable with everything in walking distance.  At night we hit up the fantastic and famous Night Market which was very clean, organized and filled with wonderful products from cute purses to paintings to rice paper lanterns.  It was the best market in Asia so far so I think we went 3 night in a row just to cover it all.  One of our day activities was a walk up the Phu Si mountain which led to amazing views of the city and had an incredible set of golden Buddhist statues nestled amongst the mountainside.  And as we made our way down the alternative path, Paulo and I stumbled upon a Buddhist Monastery.  You could hear the chanting of a large group of monks, all dressed in orange.  It was quite magical, as we were the only tourists around.  You could literally just wonder the streets of the town and see temple after temple.  Another day we got a little more adventurous and hiked with a guide amongst 3 hill tribe villages.  It was gorgeous, lots of rice fields and forest.  However at one point, we were walking through a trail that was BARELY a trail. I am talking spiky branches scraping my legs, mosquitoes circling my body, sweat dripping down my back and best of all, a big slip in the mud.  Oh well, I guess that was the price you pay to be able to reach these remote mountain villages.  After this intense 4 hour hike, we ended up at this vast waterfall with tons of natural swimming pools with emerald colored water.  Beautiful, the most refreshing water ever!  Upon our return to the tuk-tuk, we ran across 3 naked little local boys scaling the cliff and jumping off into the river.  It was really special to simply observe the life of the local Lao people.  They would sleep on mats (no beds), squat instead of sitting on the ground, take their shoes off before entering any home and carry incredible amounts of things on their motor bikes.  Paulo caught on camera a woman driving a moto with 9 huge bags of ice on her bike.  Impressive.  And every morning the monks would walk through the town collecting cooked sticky rice from the locals, part of their spiritual practice.  Luang Prabang was definitely a very special place!

*****

Paulo – Nossa próxima parada da trip foi em Laos, um país não muito conhecido da Ásia, mas que segundo alguns amigos que já tinham visitado, possui uma das populações mais receptivas e felizes do mundo. Começamos em Luang Prabang, uma cidadezinha bem turística e muito interessante, com vários templos budistas e monastérios espalhados pelas ruas. No dia em que chegamos era um feriado, no qual vilarejos locais se enfrentavam em uma corrida de barcos pelo rio principal que corta a city. Chegando no aeroporto, tínhamos que pagar uma taxa de entrada no país e eles só aceitavam dólar. Como a gente só tinha cartão, cheque de viagem e Libras, eles me deixaram sair da área da imigração para tirar dinheiro no caixa eletrônico. Como não deu certo, tentei trocar as Libras, mas a casa de cambio tava fechada devido ao tal feriado… Solução roots: O oficial de imigração nos acompanhou até um táxi, entregou os nossos passaportes para ele e falou para ele levar a gente até um caixa eletrônico e só nos liberar quando pagássemos a taxa… Demos risada e no final tudo deu certo – pagamos o cara, pegamos o visto e seguimos p/ nosso hotel! Logo em seguida, fomos assistir a corrida de barcos enquanto as ruas estavam lotadas com todo mundo bebendo, dançando e é claro de olho no rio. Nos próximos dias visitamos templos, experimentamos comidas tipicas e assistimos  os monges passarem pelas ruas da cidade de manhã bem cedo, recebendo arroz da população local, um ritual muito antigo, espiritual e tradicional por lá. Também tivemos a oportunidade de fazer um hiking até uma aldeia bem afastada da cidade, onde os nativos vivem em condições bem simples e longe, mas muito longe do estilo moderno de vida que a gente conhece. As crianças olhavam p/ gente com muita curiosidade enquanto a Miya brincava com eles, filmava e depois mostrava as imagens. Foi muito bom ter a oportunidade de interagir com os locais e passar em lugares que poucos turistas vão… Acho que a CVC não vende pacotes p/ lá. Hehehe À noite, a gente dava uma passada no Night Market, uma espécie de feira de artesanatos que fecha a rua principal da cidade. Foi difícil segurar a Miya que virou cliente regular durante as 3 noites que ficamos lá… No final das contas foi só alegria: Curtimos bastante natureza, absorvemos um pouco da espiritualidade do lugar e tivemos mais um grande aprendizado de como existem vários mundos diferentes dentro do nosso planeta. Acredite se quiser…

Boats

Boat Racing Day – Big holiday on our first day in the country

Temples

The city was filled with temples, monks and Buddha statues

Cave

An amazing cave on the middle of Phu Si mountain

Adventure

Getting to the tribe villages was half of the fun… Or not

Kids

Kids don’t need PlayStations to have fun

Visiting the villages was quite a learning experience

Boy and river

Two images of the same river

Waterfall

We had a great time in this waterfall after a huge hike

Night market

The night market – where major bargaining occurs